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História

A Misericórdia de Almeida

A Santa Casa da Misericórdia de Almeida,foi criada no reinado de D. Manuel I, na data de 11 de Dezembro de 1520, a pedido de um morador da vila de nome Pêro Garcia, escudeiro real da Coroa deste monarca, garantindo desde logo a oferta de sessenta mil reis para ser fundada uma confraria na já existente ermida de S. João.

Edificada a primeira Casa da Misericórdia, cuja confirmação encontra-se na Chancelaria de D. João III com data de 22 de Dezembro de 1528, esta como também a Capela de S. João foram destruídas com as guerras da restauração (1640/1668).

Deparada com tal situação, teve necessariamente de construir-se todo o complexo urbano da nova Santa Casa da Misericórdia de Almeida, composto por uma magnificente Igreja, anexada a um belo hospital com equipamento condigno e corpo clínico de reconhecida competência, tendo em conta que na época (1650) a vila de Almeida tinha uma população civil bastante expressiva e um contingente militar de vários regimentos em pé de guerra.

Todas as despesas inerentes à sua construção foram suportadas graças a várias dádivas dos seus beneméritos, uma delas de cem mil reis da Princesa portuguesa, Rainha de Inglaterra Da. Catarina de Bragança, quando passou por Almeida, regressada da Grã-Bretanha, em 1 de Janeiro de 1692.

Durante os períodos das guerras da restauração(1640), da Sucessão(1762) Invasões Francesas (1807/1811) e lutas Liberais (1844), em que a Praça Forte de Almeida era assediada constantemente, a Misericórdia de Almeida teve uma participação muito activa no campo da solidariedade, nomeadamente nos socorros a feridos e no enterramento dos mortos que se contaram por milhares.

Passados que foram muitos anos em que as múltiplas vicissitudes de toda a ordem e espécie modificaram a vida social dos portugueses, não só durante estes ciclos que acabamos de lembrar, por serem os mais relevantes, mas também em tantos outros durante os quais os habitantes da vila mártir de Almeida e povoações circunvizinhas se debateram com os mais afrontosos e desumanos horrores, provocados pelos conflitos beligerantes que se seguiram, assolando toda a Nação Portuguesa e que aqui se reflectiam, contando ainda por outra circunstância, não menos deteriorante, com a natureza que molestaram e estragaram, em grande parte a sua Monumentalidade urbanística que denunciava a olhos vistos uma longevidade assaz demasiado remota, a tais pontos de, a Igreja da Misericórdia ter chegado aos nossos dias e entregue aos nossos cuidados num estado de autêntica ruína e o seu velho, mas memorável Hospital em condições verdadeiramente deploráveis.

Neste último edifício, durante estes dois últimos mandatos desta Mesa Administrativa, foram feitas grandes obras de remodelação, transformando as antigas dependências, num Lar de Grandes Dependentes, para ocupação de 17 utentes. Por outro lado a Igreja foi completamente renovada, as suas imagens brilhantemente decoradas. Anexado à Igreja construímos duas dependências funerárias (velório e sala de estar) que muito dignificam o conjunto do Templo.

Anteriormente, no ano de 1991, a Mesa Administrativa daquela época, construiu de raiz no Bairro da Trigueira, extramuros da vila, um Lar da Terceira Idade, com a capacidade para 64 utentes, com todos os requisitos modernos exigidos pela lei em vigor. Presta-se também apoio aos idosos no domicílio, ao nível da confecção e distribuição da alimentação, tratamento de roupa, higiene pessoal e higiene habitacional. A Santa Casa faz ainda distribuição de alimentos às famílias da comunidade mais carenciadas, através do Plano anual da distribuição de géneros alimentícios.

Actualmente, dispõe ainda esta Instituição, das seguintes valências que completam a obra social em que está envolvida para desenvolver tal actividade, cada vez com mais afinco e interesse:

Creche num modelar e magnífico edifício.

A actual Mesa Administrativa leva a cabo uma grande remodelação no complexo urbano que adquiriu por compra ao Estado e que serviu de instalações do ex-Externato Frei Bernardo de Brito, com a finalidade de desenvolver a resposta social de Unidade de Cuidados Continuados.

A Mesa Administrativa está presentemente muito empenhada em prosseguir com a dedicação e carinho que sempre tem oferecido aos seus estimados utentes, de forma a que eles, com o acolhimento que aqui recebem, se sintam bem entre nós e possam assim viver mais alguns anos com alegria e felicidade.

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